segunda-feira, 27 de abril de 2026

Toque Proibido na sa minha amada

O apartamento ficava em silêncio quando Roberto acordou. O relógio digital na mesa de cabeceira marcava 2:47 da manhã, seus números vermelhos cortando a escuridão do quarto. Ele esticou a mão para o lado esquerdo da cama e encontrou apenas lençóis frios, ainda marcados pelo formato do corpo de Carla, mas sem seu calor. O travesseiro dela mantinha a depressão suave onde sua cabeça descansara, e Roberto ficou imóvel por alguns segundos, ouvindo. Nada. Nem o som da torneira da cozinha, nem passos no corredor de cerâmica fria. Ele se sentou devagar, as molas do colchão antigo gemendo baixinho sob seu peso. Carla não era do tipo que acordava no meio da noite para beber água ou ir ao banheiro. Nos dois anos de casamento, Roberto podia contar nos dedos de uma mão as vezes que ela se levantara antes dele. Ele calçou os chinelos de borracha gastos e caminhou até a porta do quarto, puxando-a com cuidado para evitar o rangido conhecido da dobradiça. O corredor estava iluminado apenas pela luz fraca que entrava pela janela da sala, aquela janela que dava para o prédio vizinho e nunca tinha cortina, porque Carla dizia que gostava de acordar com a claridade da cidade. Roberto avançou devagar, um pé após o outro, as palmas dos pés grudando levemente no piso frio. Quando chegou à altura da porta da sala, ele parou. Cris dormia no sofá de três lugares que Roberto comprara usado quando se mudara para o apartamento. O sobrinho estava deitado de costas, uma perna pendurada na beirada do estofado marrom desbotado, o braço direito cobrindo os olhos como se protegesse da luz que não existia. A TV estava desligada, mas o controle remoto ainda repousava sobre seu peito, subindo e descendo com sua respiração lenta. Ele usava apenas um calção de malha cinza, aquele que Roberto o vira vestir incontáveis vezes desde que chegara há três meses. Carla estava a menos de um metro dele. Roberto não a vira imediatamente. Ela estava encostada na parede que separava a sala da cozinha americana, quase fundida com as sombras. Seu cabelo castanho solto caía sobre os ombros, e ela usava apenas a camisola curta de cetim que Roberto lhe dera no último aniversário, aquela que ela reclamava ser muito fria no inverno. Os braços de Carla estavam cruzados sobre o peito, mas não numa postura defensiva — era mais como se ela se segurasse, contivesse algo. Roberto recuou meio passo, escondendo-se atrás da moldura da porta. Seu coração batia num ritmo que ele não conseguia controlar, uma pulsação que subia pelo pescoço e fazia suas têmporas latejarem. Ele deveria falar. Deveria tossir, arrastar os pés, fazer qualquer som que anunciasse sua presença. Em vez disso, sua mão direita agarrou a madeira da porta com força suficiente para deixar marcas de unha. Carla se moveu. Não em direção ao corredor, não de volta ao quarto. Ela deu um passo em direção ao sofá, depois outro, seus pés descalços não fazendo barulho algum no piso. Roberto viu seu perfil agora, o contorno do nariz pequeno e arrebitado, a boca levemente entreaberta. Ela estava olhando para Cris. Não para o rosto dele, mas para baixo, para onde o calção cinza se esticava sobre sua virilha. O sobrinho se mexeu no sono, gemendo algo ininteligível. Sua perna que pendia do sofá subiu, o calcanhar encontrando o estofado, e ele virou de lado, agora de frente para a sala. Carla parou. Roberto viu seus ombros subirem e descerem numa respiração profunda. Ela esperou. Esperou até que a respiração de Cris voltasse ao ritmo regular de quem dorme profundamente. Então ela se ajoelhou. O movimento foi tão lento que Roberto quase não percebeu. Carla desceu primeiro um joelho, depois o outro, o cetim da camisola deslizando para cima de suas coxas. Ela não tentou ajeitá-lo. Sua mão esquerda encontrou o chão para se equilibrar, enquanto a direita — a mão que Roberto conhecia tão bem, com a aliança de ouro que ele colocara em seu dedo — se ergueu no ar, hesitando a centímetros do corpo do sobrinho. Os dedos de Carla tocaram o calção de Cris. Roberto sentiu o próprio estômago revirar, uma sensação física que subiu até sua garganta e fez sua boca ficar seca. Ele deveria sair dali. Deveria gritar, bater alguma coisa, fazer o que qualquer marido faria. Seus pés não se moveram. Seus olhos não piscaram. Ele observou a mão da esposa pressionar levemente o tecido da malha, massageando em círculos tão suaves que pareciam quase involuntários. Cris não acordou. Seu rosto permaneceu sereno, a boca entreaberta, o braço ainda cobrindo os olhos. Mas seu corpo reagiu. Roberto viu a mudança acontecer em tempo real, a forma como o tecido cinza começou a se alterar, a protuberância crescendo sob os dedos habilidosos de Carla. Ela notou também — Roberto viu seu queixo se erguer levemente, uma satisfação silenciosa passando por seus traços. Ela continuou o carinho. Não havia pressa em seus movimentos. Seus dedos deslizavam do topo da protuberância até a base, depois voltavam, uma cadência que parecia estudada, praticada. Roberto pensou em suas próprias noites com Carla, na forma como ela às vezes o tocava assim, meio distraída, meio interessada. Nunca assim. Nunca com essa concentração, essa devoção no arquear dos dedos. Carla parou. Sua mão ficou imóvel sobre a ereção agora evidente sob o calção. Ela olhou para o rosto de Cris, verificando se ele dormia. Satisfata, ela usou as duas mãos para pegar o elástico da cintura. Roberto viu seus polegares deslizarem por baixo do tecido, a pele clara de seus dedos contrastando com o cinza da malha. Ela puxou. O calção desceu devagar, revelando primeiro a linha de pelos escuros que subiam do púbis de Cris, depois a base de seu pênis, finalmente o comprimento inteiro. Ele estava semi-ereto, ainda mole o suficiente para pender pesadamente contra sua coxa, mas já com a cabeça rosada começando a emergir da pele. Carla o deixou ali, o calção enrugado abaixo de suas bolas, e recuou um pouco para olhar. Roberto viu seus lábios se moverem. Não ouviu as palavras, mas leu em seus lábios. Ela disse algo baixinho, quase para si mesma, e seus dedos voltaram a se mover. Desta vez sem a barreira do tecido. Ela pegou o membro do sobrinho com a mão direita, seus dedos longos envolvendo o eixo com facilidade. A pele de Cris era mais escura que a dela, um tom oliva que herdara do pai, e o contraste das mãos pálidas de Carla segurando aquela carne escura fez Roberto sentir algo que não conseguia nomear. "Ai, que coisinha linda essa tua rola, Cris." A voz de Carla cortou o silêncio como uma lâmina. Não era um sussurro — era uma declaração, pronunciada com a mesma intimidade que ela usava quando falava com Roberto na cama. Ela disse o nome dele, Cris, como se tivesse direito a isso. Como se o fato de ele ter dezoito anos e ser sobrinho de seu marido não significasse nada. Ela apertou levemente, e Roberto viu o membro responder, inchando em sua mão, a cabeça agora completamente exposta, brilhante com umidade. Carla começou a movimentar a mão, uma masturbação lenta, quase reverente. Seu polegar passava pela glande a cada subida, espalhando o líquido que já começava a surgir da fenda. Ela não olhava mais para o rosto de Cris. Seus olhos estavam fixos em seu trabalho, na forma como a carne escura deslizava entre seus dedos. Roberto percebeu que estava duro. A pressão em sua própria virilha era insistente, quase dolorosa, e ele teve que ajustar a posição para aliviar o aperto da cueca. Não se tocou. Não ousava. Mas ficou ali, paralisado, enquanto sua esposa de vinte e dois anos, a mulher que ele amava, que escolhera para construir uma vida, se ajoelhava diante de seu sobrinho dezoito anos e o chamava de lindo. Cris gemeu no sono. Não um gemido de dor ou desconforto — era o som que Roberto ouvira tantas vezes vindos de seus próprios lábios, aquele som involuntário de prazer que escapa quando a excitação supera o controle. Carla parou de se mover, mas não soltou. Ela esperou, a mão ainda envolvendo o eixo agora completamente ereto, pulsante, e Roberto viu que ela sorria. Um sorriso pequeno, quase imperceptível, que iluminava seu rosto de uma forma que ele não via há meses.

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